Actividade - As grutas que escondem as águas subterrâneas da Serra da Arrábida. Foto: João Machado - 2006A SPE concorreu com cinco actividades de Geologia no Verão ao Programa Ciência Viva do Ministério da Ciência e Tecnologia. Estas decorreram em Agosto e Setembro e comportaram as seguintes sessões:

  1. Quatro sessões da actividade "Da arriba fóssil da Serra dos Candeeiros às grutas e nascentes de Chiqueda" as quais foram realizadas nos dias 19 e 20 de Agosto e 16 e 17 de Setembro;
  2. Quatro sessões da actividade "Grutas e nascentes de Porto de Mós" realizadas nos dias 26 e 27 de Agosto e 16 e 17 de Setembro;
  3. Quatro sessões da actividade "Do canhão da Caranguejeira, com as águas que banharam o menino do Lapedo, às fontes do rio Lis e ao Buraco Roto" desenvolvidas nos dias 19 e 20 de Agosto e 2 e 3 de Setembro;
  4. Quatro sessões da actividade "As nascentes dos rios Almonda e Alviela e a água que forma as grutas e tufos calcários" realizadas nos dias 26 e 27 de Agosto e 23 e 24 de Setembro;
  5. Quatro sessões da actividade "As grutas que escondem as águas subterrâneas da Serra da Arrábida" as quais se realizaram nos dias 12 e 13 de Agosto e 9 e 10 de Setembro.

Estas actividades tiveram como objectivos principais a divulgação da riqueza geológica das zonas visitadas, promovendo a consciencialização dos participantes para a problemática da conservação da natureza, enfatizando-se a problemática da preservação dos recursos hídricos, da desertificação e da protecção das grutas como geomonumentos e como habitats únicos. Foram também divulgados alguns trabalhos de espeleologia realizados pela SPE.

Registou-se um total de 220 participantes. As acções foram coordenadas por Eric Mendes e foram guiadas pelos seguintes sócios com formação académica em Geologia:

  • Paulo Rodrigues
  • Rita Subtil
  • João Azevedo
  • Luís Miguel
  • Filipe Miguens
  • Pedro Marote
  • Maria Vivas
  • João Sebastião
  • João Machado
  • Eric Mendes
  •  

    A Escola Portuguesa de Espeleologia - Departamento de Ensino da SPE, vai realizar entre 29 de Junho e 11 de Julho do corrente ano um Curso de Formação em Equipagem de Grutas. Este curso permitirá a aquisição de conhecimentos essencialmente práticos das principais técnicas de equipagem aplicadas em gruta. No final os sócios participantes estarão aptos a chefiar uma equipa de exploração e dominarão algumas técnicas de auto-socorro.

    Calendário geral de actividades:
    29 Junho – Aulas teóricas e prática em parede ou falésia.
    30 Junho – Aulas teóricas.
    1 Julho – Aula prática em parede ou falésia.
    3 - 4 Julho – Treino em gruta (Parque Natural de Serras de Aire e Candeeiros).
    6 Julho - Aulas teóricas.
    7 Julho - Aula prática em parede ou falésia.
    8 Julho - Aulas teóricas.
    10 - 11 Julho – Treino em gruta (Parque Natural de Serras de Aire e Candeeiros).

    As aulas teóricas e práticas a realizar durante a semana terão lugar em Lisboa a partir das 19h30 até ás 23h30.
    O valor do curso será de 125 Euros e inclui equipamento individual e colectivo e alojamento durante os dias 2, 3, 9 e 10 Julho.

    O número máximo de participantes é de 8 e mínimo de 4.
    Para obter mais detalhes contacte a SPE através de:
    Cristina Lopes (Tel: 914713169)

    OBJECTIVOS
    Este curso teve como objectivo dar aos participantes a capacidade de visitar uma gruta de dificuldade média, quando enquadrados por chefes de equipa habilitados, e descobrir globalmente os diferentes aspectos culturais, científicos e ambientais relacionados com as grutas e regiões calcárias.

    CURRICULUM
    O curso teve uma duração de seis dias e foi constituído por aulas teóricas (A História da Espeleologia, A Formação das Grutas, Equipamentos e Técnicas de Espeleologia, A Vida nas Grutas, Conservação do Meio Subterrâneo, Prevenção de Acidentes), por aulas práticas, treinos técnicos em falésias e visitas a grutas de acesso vertical e horizontal.


    APOIOS
    CINA - Centro de Interpretação das Nascentes do Alviela
    Câmara Municipal de Alcanena

    Grupo de participantes no Curso de Iniciação à Espeleologia

     

    Aula teórico-prática no interior de uma gruta

    Escola Portuguesa de
    Espeleologia

    Departamento de Ensino da
    Sociedade Portuguesa de Espeleologia

     

     

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    altLogitipo Ciência Viva

     

     

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    Apesar de alguns cancelamentos, devidos às más condições atmosféricas, as actividades tiveram uma boa aceitação por parte dos 270 participantes.
    O enquadramento esteve a cargo de 13 monitores licenciados em Geologia e sócios da SPE. Na actividade estreada este ano deram também colaboração dois representantes da ADEPA.
    A SPE foi igualmente apoiada pela da Câmara Municipal de Alenquer, Câmara Municipal do Cadaval e pelo Centro da Paisagem Protegida da Serra de Montejunto.

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    Conjunto de actividades de campo no período Junho - Outubro.
    Prevê-se um período de permanência contínua durante o mês de Agosto.

    1 – Actividades âncora

    • Regatinho / Algar da Lomba (bombeamentos; exploração)
    • Vila Moreira / Covão do Feto (desobstruções; exploração)
    • Moinhos Velhos / Contenda (tirolesas; mergulho; conexão hidrológica; algares)
    • Sumidouros do Polje de Minde (sondagens; desobstrução)

    2 – Campanhas limitadas

    • Arroteia (exploração na zona terminal)
    • Falsa (interpretação do quadro geológico; evolução hidrogeológica)
    • Grota (recuperação da situação inicial; avaliação de alternativas)
    • Mata do Rei (ensaio de bombeamento)
    • Olho da Mata (exploração na zona terminal)

    Confirmação de inscrições e indicação dos períodos de participação até 17 de Junho

    Declaração de Alcanena 

    I - INTRODUÇÃO
    Teve lugar em Alcanena, entre os dias 5 e 8 de Novembro, o Congresso Internacional de Ecoturismo, integrado nas comemorações nacionais do Ano Internacional de Ecoturismo. 
    Este Congresso contou com a participação de cerca de 170 pessoas provenientes de diferentes sectores representativos de entidades públicas, autarquias, turismo, ambiente e conservação da natureza, agricultura, ensino, associações de desenvolvimento local, ONG e empresários. 
    Os temas tratados ao longo de três dias tinham como objectivo suscitar o debate, entre outros aspectos, sobre o desenvolvimento e o futuro do ecoturismo enquanto instrumento de desenvolvimento das sociedades e valorização dos recursos naturais; a identificação de mecanismos financeiros para apoio a projectos e iniciativas de ecoturismo; a concretização de parcerias internacionais e de quadros de cooperação entre os países; animar a rede Leader e perspectivar formas de cooperação para o futuro; promover uma rede internacional de projectos de ecoturismo em zonas cársicas; integrar Portugal na dinâmica internacional de desenvolvimento sustentável. 
    A Organização Mundial do Turismo associou-se a este evento através de um comunicado enviado pelo Sr. Eugenio Yunis, chefe da secção de desenvolvimento sustentável do turismo, sobre os "resultados e conclusões do AIE e da Cimeira Mundial de Ecoturismo", cuja apresentação deu início aos trabalhos. 
    Seguiram-se as apresentações do CD - ROM do ICN, com os enquadramentos estratégicos para o Turismo de Natureza e do projecto "Passaporte da Natureza" . 
    O Painel "Carta Europeia do Turismo Sustentável para as Áreas Protegidas" teve como tema de abertura uma comunicação do Sr. Aitken Clark, ex-Presidente da EUROPARC, de que é actualmente consultor. Seguiram-se os estudos de casos do Parque Natural da Zona Vulcânica de la Garrotxa, na Catalunha, do Parque Nacional da Peneda - Gerês e do Parque Natural da Serra de S. Mamede. 
    O "Turismo Sustentável e Ecoturismo em Portugal" abriu com o enquadramento temático e conceptual do tema, bem como das principais medidas e instrumentos já existentes e desenvolvidas para o turismo sustentável, com destaque para o turismo de natureza, apresentado pelo Instituto da Conservação da Natureza, seguindo-se como estudo de caso a apresentação do Parque Natural das Serras d' Aire e Candeeiros. 
    O "Ecoturismo e desenvolvimento sócio - económico - Participação das populações" teve o enquadramento do tema feito pelo representante da UNILIVRE - Universidade de Curitiba, seguindo-se as apresentações de um estudo de caso pela empresa "Turismo y Conservación, SA", da Costa Rica e da experiência dos grupos LEADER, pelo Parque Natural da Madeira. 
    "Ecoturismo e a Conservação da Natureza e da Biodiversidade", cujo enquadramento do tema foi feito pelo Instituto de Ciência Aplicada e Tecnologia, teve como estudos de caso o Projecto de Castro Verde apresentado pela Liga da Protecção da Natureza e o Projecto Europarques, apresentado pela Empresa Europarques Espano - Lusa. 
    O Painel "Planeamento, Implementação e Monitorização de Projectos" teve as seguintes comunicações: "Integração das actividades de Turismo de Natureza nas questões de ordenamento do PNSAC" pelo Instituto Politécnico de Tomar, "Uma empresa de Turismo Activo", pela empresa Incentivos Outdoor e "Sistema de Monitorização da Visitação", pela MOAI - Consultodoria em Turismo. 
    No Painel "Cooperação e Redes" foi apresentada a comunicação "Rotas do Carso", pelo Parque Natural das Serras d' Aire e Candeeiros, o "Projecto de Cooperação Transnacional LEADER", pela Rede Paralelo 40 e o "Projecto RIPANAP", pelo Instituto de Conservação da Natureza. 
    E por último, "Incentivos Financeiros e Marketing" contou com a apresentação das seguintes comunicações: "Incentivos Financeiros ao Turismo de Natureza", pelo Instituto de Financiamento e Apoio ao Turismo, "o Programa LEADER e as Associações de Desenvolvimento Local", pela Federação Portuguesa das Associações de Desenvolvimento Local - Minha Terra e ainda "Marketing Turístico: a sustentabilidade e as especificidades do Turismo de Natureza", pelo Instituto Superior de Novas Profissões. 
    O programa do congresso integrou também dois colóquios itinerantes na áreas do PNSAC designados Rotas do Carso, um pela área norte e o outro pela área sul do Maçico Calcário Estremenho, abordando a temática do património cultural, do património natural e das actividades scio - económicas e de interpretação ambiental. 
    Paralelamente, no mesmo dia decorreu o Encontro do Ensino Superior "Ecoturismo em debate: Perspectivas integradas para o desenvolvimento sustentável". Este encontro contou com a participação de cerca de 150 participantes e envolveu directamente os Institutos Politécnicos de Tomar e de Leiria. 
    Esteve ainda patente uma exposição de posters com a apresentação de licenciaturas e de uma pós-graduação em Eco - Agroturismo; Recreação, Laser e Turismo e Turismo de Natureza e ainda projectos de Turismo de Natureza, em sítios da Rede Natura, em Parques Naturais e outros, incluindo 2 posters da Direcção de Turismo e Hotelaria de S. Tomé e Príncipe. 
    Os debates que se seguiram à apresentação das diversas comunicações foram amplamente participados e contribuíram decisivamente para o aprofundar dos temas apresentados e os resultados gerais do Congresso.


    II - CONCLUSÕES: 
    Reconhece-se que Portugal tem vindo a sedimentar e a desenvolver acções conducentes ao desenvolvimento sustentável, nomeadamente no que se refere à adopção de recomendações das principais convenções e declarações internacionais, para a implementação e desenvolvimento de formas de turismo compatíveis com a utilização sustentável dos recursos naturais e culturais. 
    É reconhecida a importância do Programa Nacional de Turismo da Natureza, que dá corpo aos objectivos do turismo sustentável e do ecoturismo, para as áreas protegidas, assim como do Turismo de Natureza que faz a ponte do conceito de ecoturismo para o contexto europeu e em particular para Portugal. 
    É salientada a necessidade de se alargar esta abordagem ao restante território, nomeadamente às áreas classificadas da Rede Natura 2000 e a todo o espaço rural, onde os problemas da conservação da natureza e da desertificação e degradação do património assumem particular acuidade. 
    É igualmente reconhecida a necessidade de se estabelecerem formas mais simplificadas nos processos de licenciamento, de classificação e de exigência de requisitos para a transformação de uma habitação ou outro edifício rural em alojamento de turismo de natureza ou de ecoturismo.
    É fundamental a criação de parcerias responsáveis entre entidades públicas e privadas para o desenvolvimento de projectos que visem compatibilizar a conservação da natureza com o desenvolvimento, tendo como alavanca o ecoturismo. 
    É reconhecida a importância da Carta Europeia de Turismo Sustentável para as Áreas Protegidas (AP), desenvolvida sob a iniciativa da EUROPARC, à qual Portugal aderiu através dos PNPG e PNSSM, que constitui uma metodologia interessante para o estabelecimento de uma rede, que visa a troca de experiências e de conhecimentos como garante de uma continuidade e monitorização deste processo, salientando-se que novas AP em Portugal venham a aderir a esta Carta. 
    É reconhecida a importância do estabelecimento de redes de cooperação, nomeadamente no sentido da gestão conjunta dos espaços naturais transfronteiriços. 
    É igualmente reconhecido o aprofundamento da troca de experiências e de conhecimentos através do estabelecimento de redes e de outras formas de cooperação entre países ou organizações que organizem projectos neste contexto. 
    É reconhecida a importância de aprofundar o conhecimento do desenvolvimento de práticas de turismo em AP, por forma a poder expandir ao restante território nacional modelos para o desenvolvimento sustentável. 
    É reconhecido o papel que as Associações de Desenvolvimento Local, o programa LEADER e as ONG têm tido na salvaguarda e recuperação de património em espaço rural desenvolvendo condições e atracções para a sua visitação, proporcionando sinergias para a melhoria da qualidade de vida das populações e contribuindo para a fixação de população. 
    É reconhecida a importância da política de ordenamento do território integrar e traduzir as políticas de turismo sustentável e do ecoturismo. 
    É reconhecida a importância de se aprofundar formas de capacitação e participação das populações nos processos de desenvolvimento do turismo. 
    É necessário criar mecanismos de certificação da oferta e marketing adequados à promoção do ecoturismo. 
    É indispensável criar e reforçar linhas de financiamento em termos comunitários e nacionais, especificamente vocacionadas para o turismo sustentável e o ecoturismo. 
    É reconhecida a necessidade de se criarem mecanismos que assegurem o benefício directo das populações receptoras do ecoturismo e a retenção das mais - valias a nível regional e local. 
    É reconhecida a importância do desenvolvimento e implementação das directivas da Convenção da Diversidade Biológica para o turismo sustentável e a sua ligação à Carta Europeia para o desenvolvimento do turismo sustentável e do Ecoturismo. 
    É reconhecida a importância atribuída pela Cimeira de Joanesburgo, nomeadamente no que respeita ao ecoturismo e turismo sustentável, propondo que o Plano de Acção da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável venha a integrar os seus objectivos e as conclusões deste congresso. 
    O Congresso reconhece a importância da Declaração do Quebec para o desenvolvimento sustentável e recomenda que a mesma seja assumida pelo Governo, pelas Autarquias Locais, pelo sector privado, pelas ONG, associações locais e instituições de investigação e ensino, e comunidades locais, e que se distinga o papel exemplar do ecoturismo em geral e do turismo de natureza em particular para a criação de benefícios económicos, sociais e ambientais. 
    Apela a todas as entidades envolvidas no processo, nomeadamente aos empresários, para a necessidade de assumirem novos conceitos e uma atitude positiva e visionária perante os desafios do ecoturismo e do turismo sustentável. 
    Realça a necessidade de assegurar mecanismos de acompanhamento, e monitorização dos impactes decorrentes do desenvolvimento do turismo. 
    Propõe a criação de um Observatório do Turismo Sustentável e do Ecoturismo para acompanhar a aplicação das directivas internacionais e nacionais nesta matéria, avaliar a sua implementação e propor a tomada de medidas indispensáveis à prossecução dos objectivos do turismo sustentável. Para o efeito, os congressistas mandatam a Comissão Organizadora deste Congresso para proceder à constituição de uma Comissão incumbida de preparar os trabalhos e condições necessários à criação do Observatório. 
    Os congressistas não podem deixar de sublinhar a grande participação da juventude neste congresso, factor indispensável para a garantia futura da sustentabilidade do sector. 
    Por último, é proposto que estas conclusões passem a ser designadas como "A Declaração de Alcanena".

    Alcanena, 7 de Novembro de 2002
    Cartaz

    Associações Participantes


    AES - Associação dos Espeleólogos de Sintra
    AESDA - Associação de Estudos
    Subterrâneos e Defesa do Ambiente
    CEPPRT - Centro de Estudos e Protecção do Património da Região de Tomar
    CIES - Centro de Investigação e Exploração Subterrânea
    ECLER - Espeleo Clube de Lisboa Estremadura e Ribatejo
    GEV - Grupo de Espeleologia de Valongo
    GPS - Grupo Protecção Sicó
    NEC - Núcleo de Espeleologia de Condeixa
    NECA - Núcleo de Espeleologia da Costa Azul
    NEL - Núcleo de Espeleologia de Leiria
    SPE - Sociedade Portuguesa de Espeleologia
    STEA - Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia
    SUBTERRA, Grupo de Espeleologia

     

     

    Apoios


    Câmara Municipal de Alcanena
    PNSAC

     

    EVENTO CENTRAL
    Sábado, 17 de Maio de 2003

    15:00h - Abertura oficial do EspeleoCongress2003
    - Inauguração da exposição de fotografia:

     

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    16:00h – Palestras

    Aspectos positivos do novo plano de ordenamento na defesa do património cársico do PNSAC, por (a indicar, PNSAC)

    Contaminação de águas subterrâneas em sistemas cársicos, por Costa Almeida (Centro de Geologia da Universidade de Lisboa; SPE)

    Buracos de todos os tamanhos: a fractalidade subterrânea, por Carlos Fiolhais (Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra; SPE)

    17.00h - Comunicações e Relatos de Trabalhos

    Características da carsificação no Miocénico do Portinho da Arrábida (Setúbal, Arrábida), por Ana Inácio, J. A. Crispim, C. Sena, M. A. Oliveira, M. Vivas & S. Lopes (CeGUL; SPE)

    Tipologia das grutas costeiras entre Alpertuche e Portinho da Arrábida (Setúbal, Arrábida), por Clara Sena , J. A. Crispim, A. Inácio, M. A. Oliveira, M. Vivas & S. Lopes (CeGUL; SPE)

    As grutas associadas ao nível litoral inferior do Forte da Baralha (Cabo Espichel – Sesimbra), por Eurico Teixeira, J. A. Crispim, E. Vicente, F. Lira & M. Ferrão (CeGUL; SPE)

    Interesse didáctico e cultural de um percurso entre a Serra dos Candeeiros e as Nascentes de Chiqueda, por Bruno Serra, J. A. Crispim, P. Rodrigues, J. Machado, J. Azevedo, R. Subtil, A. Inácio, A. Lourenço, S. Guerra, F. Miguéns, I. Martins & V. Cordeiro (CeGUL; SPE)

    O Polje de Minde em cartografia tridimensional, modelação matemática do terreno, por João Gonçalves Henriques e Vasco Teixeira Santos (DMFCUL; SPE)

    Traçagem em zona epifreática da galeria principal da Gruta da Nascente do Almonda, por Paulo Rodrigues, J. A. Crispim, A. Saldanha, J. Valente, M. Lopes & S. Serina (CeGUL; SPE)

    INTERVALO (18.30 – 18.45 h)

    O leopardo, Panthera pardus (L., 1758), do Algar da Manga Larga (Planalto de Santo António, Porto de Mós) – dados preliminares, por Frederico Tátá Regala (AESDA)

    Organizações espeleológicas na Polónia, por Piotr Gajek (SPE)

    A Gruta da Mendacha, por Sérgio Nunes (CEPPRT)

    Espeleometria e espeleogénese das cavidades mais profundas de Portugal: os algares da Marradinha I, Manga Larga, Pena Traseira e Lomba, por Pedro Robalo e Ricardo Nogueira (SPE)

    "ALVIELA 2002” - Expedição Internacional, por Piotr Gajek (SPE)

    Aplicação do método da diluição para medição de caudais em nascentes do Maciço Calcário Estremenho, por Paulo Rodrigues, B. Serra, J. Machado & J. A. Crispim (SPE)

    Morfologia de galerias activas e observações hidrogeológicas na nascente do Alviela, por Piotr Gajek (SPE)

    20:00h - Jantar de confraternização

    22.00h - Projecção de filmes e diapositivos

     

    Domingo, 18 de Maio de 2003

    09:00h

    Itinerários espeleológicos

    18:00h

    Encerramento

     

     

     

    ITINERÁRIOS ESPELEOLÓGICOS

    1 – Itinerários Superfície

    • Romaria da Bajanca (lapiás e algares famosos na região de Cabeça das Pombas)

    • Palmilhar do Lena à Bezerra (subida das nascentes do Lena à Fórnea e Picoto, descendo pelo vale da Bezerra e Pena Alagada)

    • Divagando de Candeeiros a Chiqueda (arriba fóssil da Serra dos Candeeiros, meandros do Vale do Mogo e nascentes de Chiqueda)

    2 – Itinerários Mistos

    • Algar do Pena, Aderneira e Olho da Mata (visita do Algar do Pena, descida ao Algar da Aderneira e visita do vale e/ou entrada nas galerias iniciais do Olho da Mata)

    • Almonda e Serra de Aire (visita das galerias do Picoto, na gruta do Almonda e subida do Vale Garcia até ao Covão do Milho e VG Aire)

    • Arroteia e Fórnea (visita do Algar da Arroteia e descida da Fórnea, com passagem pela Cova da Velha)

    • Falsa e Alcaide (visita das galerias iniciais da gruta da Falsa e descida do vale do Alcaide até Porto de Mós)

    A realização dos itinerários está dependente do número de inscrições e da existência de condições propícias.

    O meio de transporte deverá ser providenciado por cada participante.

    Participantes que não disponham de capacete próprio com iluminação poderão solicita-lo mediante reserva antecipada no acto de inscrição.

     

     

    ESPELEOAIRE2003

    Conjunto de actividades de campo no período Junho - Outubro. Prevê-se um período de permanência contínua durante o mês de Agosto.

     

    1 – Actividades âncora

    • Regatinho / Algar da Lomba (bombeamentos; exploração)

    • Vila Moreira / Covão do Feto (desobstruções; exploração)

    • Moinhos Velhos / Contenda (tirolesas; mergulho; conexão hidrológica; algares)

    • Sumidouros do Polje de Minde (sondagens; desobstrução)

    2 – Campanhas limitadas

    • Arroteia (exploração na zona terminal)

    • Falsa (interpretação do quadro geológico; evolução hidrogeológica)

    • Grota (recuperação da situação inicial; avaliação de alternativas)

    • Mata do Rei (ensaio de bombeamento)

    • Olho da Mata (exploração na zona terminal)

     

    EXPOSIÇÕES

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    Exposição de fotografias cujo objectivo é ilustrar o Espeleólogo e o lado humano da Espeleologia. Mais do que a gruta, pretende-se que estejam representados os momentos que fizeram a história das explorações e são memórias dos companheiros que as viveram.

    Suporte: papel fotográfico ou impressão digital, a cor ou preto e branco.

    Formatos admitidos: entre 30 x 40 cm e 15 x 20 cm; foto única ou conjuntos temáticos.

    Informação a acompanhar: título; espeleólogo(s); descrição; gruta; autor; data, associação no âmbito da qual a fotografia foi feita.

    Exemplo:

    Consertando o gasómetro
    Sousa e Condinho durante a expedição de quatro dias na Gruta de Moinhos Velhos
    Abreu Nunes (1952,SPE)

     

    DEBATES

    Ciclo de debates, em vários pontos do país (em datas a anunciar).

     

    No dia 11 de Outubro realiza-se na Reitoria da Universidade de Coimbra um encontro científico intitulado "Desafios para as regiões cársicas no início do terceiro milénio". Este encontro é organizado conjuntamente pela Associação Portuguesa de Geomorfólogos, Instituto de Estudos Geográficos e Centro de Estudos Geográficos. O consócio José António Crispim participará com a palestra "Importância das experiências de traçagem na definição da circulação das águas subterrâneas em regiões cársicas".

    O Correio da Manhã publicou dia 9 de Julho uma notícia sobre a manifestação dos proprietários de pedreiras em Rio Maior.

    Referimos à frente o endereço do site onde poderá ler a notícia. O próprio site permite comentá-la.

    <http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=2410&idCanal=10>

    Também o jornal Público publicou ontem uma notícia sobre um parque natural em região calcária: o Parque Natural da Arrábida tem problemas com construção clandestina. Veja em:

    <http://jornal.publico.pt/publico/2002/07/09/LocalLisboa/LL01.html>

    É importante que a comunidade espeleológica se consciencialize sobre estas questões e tome posição em defesa do património natural.

    Depois de várias excelentes publicações editadas pelo próprio NECA é a vez da National Geographic Magazine dar a conhecer a Portugal e ao Mundo os encantos da Gruta do Frade.
    Quem ainda não comprou o último número da revista pode aguçar o apetite consultando o site e vendo algumas das fotografias do Francisco Rasteiro.

    Incluída no programa da inauguração do Centro de Interpretação das Nascentes do Alviela, com uma mesa presidida pelo Presidente da Câmara de Alcanena, Engº Luís Azevedo, e com a presença da directora do PNSAC, Arqª Maria João Botelho, o consócio J. A. Crispim, proferiu uma palestra de acordo com o espírito de "diálogo com as nascentes", à qual assistiram visitantes da FESTAMB cuja abertura se realizou nesse mesmo dia, 31 de Maio de 2002.

    Na palestra, a nascente do Alviela foi questionada sobre vários aspectos que interessam aos humanos, mas ela, qual pitonisa da Delfos da antiga Grécia, terá respondido em verso, que foi necessário decifrar perante a assistência:

    Onde está a tua água?
    "Onde espaço já existe,
    Ou vazio a água fura,
    Ela fica e persiste,
    Ou caminha e se aventura."

    Donde vem a tua água?
    "Se Deus a dá ou a terra a traz,
    O fundo atrai e a força empurra.
    Pelos altos cumes a divisão se faz,
    Mas se houver falhas a regra é burra."

    Por onde passa a tua água?
    "Se o vento não leva e a raiz não traga,
    De folha em folha, de fraga em fraga,
    De fisga em fisga, de algar em algar,
    Descendo e subindo cá virá parar."

    Quanta água podes oferecer?
    "Toda a que entra e que sai,
    Basta um ano e já se esvai;
    E se em cima não se conserva,
    Lá no fundo há reserva."

    Qual a qualidade da tua água?
    "É fresca se vai ligeira,
    Acabada de entrar;
    E aquece sorrateira,
    Se está quase a minguar."

    "Fica ao rubro e azedia
    Quando rompe repentina,
    Mas depois na acalmia,
    Embora dura é cristalina."

    "Sem ter capa que a proteja,
    As cavernas dão-lhe abrigo.
    P’ra vencer nesta peleja
    Tens que ajudar, meu amigo."

    Após a palestra, seguiu-se a projecção de imagens de vídeo obtidas no momento dentro da galeria principal da nascente. Estas imagens foram comentadas, nos seus aspectos geomorfológicos, pelo consócio Piotr Gajek que se apresentou na sala vestido com fato de mergulho e respondeu às perguntas dos presentes.

    Sampaio troca Ambiente por Cerveja
    Solicitado a inaugurar o Centro de Interpretação das Nascentes do Alviela, Jorge Sampaio (Presidente da República portuguesa) não aceitou honrar com a sua presença um acontecimento de tão grande importância para a região, já que o Centro será factor decisivo para a divulgação da importância do sistema aquífero cársico do Maciço Calcário Estremenho, considerado o mais importante do país.
    A decisão é tanto mais lamentável quanto no mesmo dia esteve a escassos quilómetros. No entanto, o interesse foi outro, imagine-se, inaugurar uma fábrica de cerveja...
    Quando os presidentes fazem opções destas, que nos reserva o futuro?